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Timão De Atenas Teatro Praga

Notas

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Descrição

6 a 8 abril 2019 | Grande Auditório | 16:00 e 21:00 | M/16
 
Timão de Atenas
Um espetáculo Teatro Praga com a colaboração musical de Ludovice Ensemble
A partir de A vida de Timão de Atenas de Shakespeare e de Timão de Atenas de Henry Purcell
 
 
Criação Teatro Praga (André e.Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes e Pedro Penim)
Direção Ludovice Ensemble Fernando Miguel Jalôto
Atores André e.Teodósio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Joana Barrios, Patrícia da Silva e Pedro Penim, e.o.
Cantores Ana Quintans (Cupido [soprano]), Joana Seara (Ninfa [soprano]), André Baleiro (Baco [barítono]), Fernando Guimarães (Seguidor de Baco I [tenor]) e André Lacerda (Seguidor de Baco II [tenor]).
Orquestra Stephen Mason (Trombeta), Joana Amorim (Flautas), Pedro Lopes e Castro (Oboé e Flautas), Andreia Carvalho (Oboé), José Rodrigues Gomes (Fagote e Flautas), Sabine Stoffer (Concertino/Violino solo), Patrizio Germone (Violino solo), César Nogueira (Violino), Flávio Aldo (Violino), Álvaro Pinto (Violino), Denys Stetsenko(Violino), Lúcio Studer  (Viola), Sofia Diniz (Viola da Gamba), Marta Vicente (Grande Viola da Gamba), Vinícius Perez (Tiorba/Guitarra), Fernando Miguel Jalôto (Cravo)
Vídeo (conceção e edição) André Godinho
Câmaras (a designar)
Cenografia Joana Sousa
Figurinos Joana Barrios
Som Miguel Lucas Mendes
Iluminação Daniel Worm d’Assumpção
Direção de produção Andreia Carneiro
Produção Alexandra Baião
 
 
«APEMANTUS I love thee better now than e'er I did.
TIMON I hate thee worse.»
 
Em 2010, o Teatro Praga apresentou, no Grande Auditório do CCB, Sonho de uma noite de verão, um espetáculo que partia de uma semi-ópera de Henry Purcell, The Fairy Queen, que por sua vez partia do encontro com um texto de Shakespeare, Sonho de uma noite de verão. Três anos mais tarde, no mesmo auditório, o Teatro Praga regressou a Shakespeare e a Purcell, apropriando-se de uma outra composição musical do inglês escrita para animar uma adaptação de Thomas Shadwell de uma peça de Shakespeare: A Tempestade ou A ilha encantada. Seis anos depois de A Tempestade e nove anos depois de Sonho de uma noite de verão, o Teatro Praga completa o que sempre foi pensado como uma trilogia.
Timão de Atenas é uma composição musical de Henry Purcell, datada de 1694, escrita a convite de Thomas Shadwell, que mais uma vez adaptou o texto de Shakespeare (A vida de Timão de Atenas) e encomendou ao jovem Purcell uma «mascarada» (mask). A «mascarada» era uma forma de entretenimento praticada entre membros da corte e bastante em voga nos séculos XVI e XVII. Envolvia música, dança, canção e representação, com cenografias elaboradas e figurinos sumptuosos. Os mascarados eram habitualmente membros da corte e por vezes o próprio rei, acompanhados por atores e cantores profissionais.
A peça de Shakespeare divide-se em duas partes, uma primeira passada na cidade e recheada de dinheiro, sumptuosidade e cordialidade, e uma segunda, na floresta, austera, por vezes azeda e misantrópica. O protagonista ateniense da peça de Shakespeare, homem abastado, distribui a sua riqueza por quem necessita: artistas, artífices, funcionários da sua casa, amigos e conhecidos, até nada mais lhe restar. Quando se acaba o dinheiro, pede ajuda a quem antes ajudou mas sem sucesso. Esta reação fá-lo mergulhar numa disposição misantrópica. Afundado em dívidas, abandona a cidade e refugia-se numa gruta onde passará a alimentar-se de raízes e a maldizer a espécie humana. Encontrará ouro, por acaso, que distribuirá, em gesto vingativo, por quem quiser destruir a cidade de Atenas.
Se em Sonho de uma noite de verão se procurava o lugar do poder antes ocupado pelo monarca, e de que modo a figura do programador ou curador preenche uma posição central na definição da arte que vale; se A Tempestade se voltava para o artista, para quem faz, e para a relação deste com o meio (público, teatro, escritas); já o terceiro momento da trilogia, que segue o formato do Teatro de Restauração, deverá concentrar-se nas relações entre arte e capitalismo, caminhando para um abandono progressivo dos objetos, da concretização e da partilha e aproximando-se de uma experiencialidade individualista, capaz de gerar capital sem produzir material. Timão de Atenas do Teatro Praga vai à procura da melhor forma de acabar.
 
TEATRO PRAGA
 
 
Coprodução CCB/Teatro Praga

Promotor

Fundação Centro Cultural Belém