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Quintas Às 7 | Música Câmara De Joly Braga Santos

Descrição

Integral da música de câmara de Joly Braga Santos (1924-1988)
Ensembles com cordas e piano
Olga Prats; Luís Pacheco Cunha; Leonor Braga Santos; Catherine Strynckx; Irene Lima; Quarteto Lopes-Graça
 
Joly Braga Santos
Melodia
Tema e Variações, op 12
Nocturno, op. 1
Ária I, op. 2
Ária II, op. 57
Sexteto de cordas, op. 65
 
Terceiro de uma série de concertos que o CCB recebe em que será interpretada a integral de música de câmara de Joly Braga Santos. Nascido em 1924, em Lisboa, a sua predileção pela música era tal que desde os dois anos que o seu pai o levava aos concertos e à ópera. Foi o aluno mais talentoso de Luís de Freitas Branco, de quem herdou a paleta de cores das orquestrações. Durante a juventude, o contexto de guerra mundial impediu-lhe um contacto mais próximo com a cultura musical europeia, pelo que procurou inspiração na tradição portuguesa, especialmente na obra do seu mestre.
A música de Joly Braga Santos pode ser vista como uma fusão dos vários estilos europeus, dizendo o próprio: «Desde sempre entendi que tinha de criar o meu próprio estilo e a minha música devia ser o resultado dessa criação.» Segundo o musicólogo João de Freitas Branco, autor da obra de referência da história da música portuguesa, «ele é o inverso do artista que se dirige apenas a minorias privilegiadas. Ele queria que muitas pessoas viessem a usufruir da sua arte.» Eleito pela UNESCO como um dos dez melhores compositores da música contemporânea de então, Joly Braga Santos disse de si próprio: «Não me considero compositor, mas sim inventor de música.»

Promotor

Fundação Centro Cultural Belém