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Parkway Drive + Guests

Descrição

No universo da música pesada, as bandas pioneiras sempre foram mantidas em alta consideração. Ao contrário do que se passa no mundo do punk ou do hardcore, em que os “antepassados” são frequentemente tratados com cinismo enquanto os músicos mais jovens tendem a colocar todo o ênfase na progressão, grupos como os Iron Maiden, os Metallica e os Slayer continuam a ser vistos de forma generalizada como “realeza”, respeitados de forma unânime por diversas gerações de melómanos afetos às sonoridades mais pesadas. De forma algo surpreendente, desde que se juntaram nos idos de 2003, os australianos Parkway Drive têm mostrado saber exatamente como casar essas duas abordagens com sucesso, mantendo-se fiéis às regras basilares do estilo em que se inserem sem nunca dizerem que não ao impulso criativo que lhes permite reinventarem-se disco após disco.
Adaptando a grandiosidade do metal dos anos 80 ao novo milénio através da injeção de uma miríade de influências contemporâneas que vão do screamo à eletrónica, ao longo da última década o quinteto oriundo de Byron Bay assinou uma sequência de lançamentos a que ninguém pode apontar quaisquer defeitos e, hoje, são adorados internacionalmente como resultado de uma atitude que acaba por ter tanto de tradicional como de inovadora – o que, no meio do marasmo criativo que domina muito do que se faz neste mundo, só podia funcionar como uma característica definidora. Pelo caminho, conseguiram afirmar-se também como uma espécie de anomalia no universo da fusão metal/hardcore, sendo um dos poucos coletivos da sua geração que criou um fundo de catálogo à prova de bala, sem passos em falso apesar das várias mudanças de pele que foram ensaiando desde que lançaram o disco de estreia em 2005.
Dos breakdowns demolidores que os ajudaram a estabelecer uma reputação em álbuns como «Kiling With A Smile» e «Horizons» à atitude francamente mais expansiva adotada em «Deep Blue» e «Atlas», os músicos liderados pelo talentoso Winston McCall – detentor de uma das vozes mais reconhecíveis do metalcore na fase pós-«Alive Or Just Breathing» – os músicos australianos trataram de agarrar a sua base de fãs pelo colarinho da t-shirt e não mais a largaram, crescendo de uma forma que, provavelmente, nem eles próprios conseguiriam antever quando deram os primeiros passos. Em 2016 são já um caso raro de sucesso à escala global e um verdadeiro fenómeno no seu país de origem, onde podem ombrear sem grandes problemas com os maiores ícones do som pesado. E, mesmo assim, nunca caíram da tentação de ficar sentados à sombra da bananeira, com «Ire», o álbum de 2015, a afirmar-se como o registo mais ambicioso e arrojado que assinaram ao longo de uma carreira brilhante.

Promotor

PRIME ARTISTS, UNIPESSOAL,LDA