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Osp - Concerto De Natal A Infância De Cristo

Descrição

A INFÂNCIA DE CRISTO
CONCERTO DE NATAL
 
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Marco Alves dos Santos tenor
André Baleiro barítono
Cátia Moreso meio-soprano
Jean-Philippe Lafont baixo
Frédéric Chaslin direção musical
 
H. Berlioz A Infância de Cristo
 
Em 1850, Berlioz compunha um coral para órgão intitulado O Adeus dos Pastores, apresentando-o no dia 12 de novembro desse mesmo ano. No entanto, talvez inspirado pelo sucesso obtido por obras resgatadas ao passado por compositores como Mendelssohn (o caso da Paixão segundo São Mateus, de J. S. Bach), Berlioz apresentou esse coral, não como uma obra original, mas como o resgate por ele feito de uma obra de um tal «velho Ducré». Inspirado pelo sucesso obtido por essa primeira apresentação, resolveu acrescentar-lhe uma peça para tenor (Le repos de la sainte famille), e uma abertura intitulada A Fuga para o Egito. Publicou a obra em 1852 e apresentou-a em dezembro do ano seguinte em Leipzig, nem de propósito a cidade da Paixão segundo São Mateus de J. S. Bach e de Felix Mendelssohn. Como se previa, o público de Leipzig acolheu esta apresentação com um enorme entusiasmo, mesmo que desse suposto Bach francês só restasse o tal coral. Berlioz foi incentivado por todos a continuar a obra e é assim que nasce a oratória A Infância de Cristo. Composta essencialmente entre 1853 e 1854, esta obra foi estreada na Sala Herz, em Paris, no dia 10 de dezembro de 1854. Os solistas vinham da Ópera-Comique e o maestro era o próprio Berlioz.
Dividida em três partes, esta trilogia sagrada, como lhe chamava o autor, começa com o massacre dos recém-nascidos, ordenado por Herodes. A segunda e a terceira partes tratam da fuga para o Egito e do acolhimento da sagrada família por uma família de ismaelitas.
Berlioz não era religioso mas não resistia à música religiosa, algo que lhe tinha ficado da infância. É precisamente esse espírito que conseguiu levar para esta oratória, cuja música alternando entre momentos mais narrativos e dramáticos, e outros de grande espiritualidade, é já indissociável do espírito de Natal, sobretudo o famoso Adeus dos Pastores.
 
 

Promotor

Fundação Centro Cultural Belém