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O Deus Das Moscas

Notas

O DEUS DAS MOSCAS, a partir da adaptação do romance homónimo de William Golding, pelo teatromosca.  5 JUL a 31 AGO 2019 | Sextas e Sábados | 21h30. Quinta da Ribafria (Várzea de Sintra, Lourel).

Sinopse e informações na secção "Descrição" no final deste texto.

Descontos: 
desconto de 10% para Munícipes de Sintra mediante apresentação de um comprovativo de morada válido por bilhete. Desconto aplicável a bilhetes vendidos/levantados na bilheteira na Quinta da Regaleira e restantes postos de venda excepto Internet.

AGENDA 2019 | NORMAS DE ACESSO

  • As reservas deverão ser levantadas na bilheteira do recinto do espectáculo. Nos dias de espectáculo, a bilheteira do local do evento abre uma hora antes do início do mesmo. As reservas devem ser levantadas até 30 minutos antes do início do espectáculo. Findo este período os bilhetes serão disponibilizados para venda.
  • Na sequência do Decreto-Lei nº 23/2014 de 14 de Fevereiro, a Fundação Cultursintra FP informa que não é permitida a entrada a menores de 3 anos nos espectáculos. Bilhete pago a partir dos 3 anos.
  • Não é permitida a entrada após o início do espectáculo. Em caso de atraso e de impossibilidade de entrar, o valor do bilhete não será restituído. (Art. 10.º do Decreto-Lei n.º 23/2014 de 14 de Fevereiro).
  • Os espectáculos de teatro realizam-se com um quórum mínimo de 10% da capacidade da sala.
  • Não é permitido qualquer tipo de registo fotográfico, áudio ou vídeo sem autorização prévia.
  • Não é permitido o uso de telemóvel ou de outros equipamentos sonoros durante o espectáculo.

Sessões

  • Disponível
  • Indisponível
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Descrição

Há um avião que se despenha numa ilha paradisíaca. Há um grupo de rapazes de colégios britânicos que sobrevive a esse acidente, quando fugia de uma (qualquer) guerra. Longe da supervisão dos adultos, começam por festejar, brincar, nadar nas águas cristalinas do ilhéu. O cenário do romance de William Golding fica esboçado logo no parágrafo inaugural do texto. É nesse ambiente exótico, luxuriante e tropical, conscientemente selvagem e sufocante, que o grupo procurará criar bases para a edificação de uma nova sociedade. Ralph será eleito o chefe, numa votação que o opõe a Jack, o líder do coro que se transformará num bando de caçadores, guerreiros, mais tarde, um exército. Começam por concordar em fazer uma fogueira no topo da montanha, com o objetivo de chamar a atenção de algum navio que possa passar perto da ilha. Mas, à medida que os dias vão passando, sem sinais do mundo exterior, sem salvamento à vista, percebe-se que Ralph e Jack têm prioridades diferentes. O primeiro preocupa-se em erguer abrigos e manter a fogueira acesa, com o auxílio dos óculos de Piggy, enquanto Jack insiste em percorrer a ilha à caça de porcos.

 

No espaço idílico de uma ilha deserta - que, à partida, estaria apto à construção de uma clássica utopia –, à medida que o frágil sentido de ordem começa a ruir, os jovens tornar-se-ão tribais e, depois de o corpo de um piloto cair de paraquedas na ilha, as suas inquietações ganharão contornos sinistros e bárbaros. O mundo paradisíaco das brincadeiras, dos livros de aventuras, acabará por dar lugar a um cenário assustador, a puerilidade dissolver-se-á na água do mar e os medos irão correr à solta, embrenhando-se na densa floresta tropical. 

 

Publicado em 1954, “O Deus das Moscas” é um dos romances essenciais da literatura mundial e pode ser visto como uma alegoria, uma parábola, um tratado político ou até mesmo uma visão apocalíptica da fragilidade humana. Ao narrar a história deste grupo de rapazes (na versão original do texto) perdidos numa ilha deserta que, aos poucos, vai mergulhando em episódios cada vez mais violentos, o escritor britânico constrói uma história entusiasmante, ao mesmo tempo que desenha uma complexa reflexão sobre a natureza do mal e a ténue linha que poderá distinguir a civilização da barbárie.

 

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

 

Autor: William Golding 

Adaptação dramática: Nigel Williams 

Adaptação teatral e encenação: Pedro Alves 

Intérpretes: Cirila Bossuet, Margarida Coelho, Rita Rocha Silva, Carolina Figueiredo, Mafalda Mósca, Flávia Lopes, Mariana Fonseca e um grupo de 13 jovens sintrenses 

Banda sonora original: Noiserv 

Cenografia: Pedro Silva 

Figurinos: Isadhora Müller 

Fotografia: Catarina Lobo 

Vídeo: Ricardo Reis 

Direção técnica e desenho de luz: Carlos Arroja 

Direção de produção: Inês Oliveira 

Assistência de encenação: Filipe Araújo 

Apoio logístico: David Santos, António Bartolomeu e Miguel Moisés 

Animadora sociocultural: Susana João 

Produção: teatromosca 

Promotor: Fundação Cultursintra FP

 

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Sobre o teatromosca:

 

"(...) um dos mais interessantes, honestos e originais grupos de teatro portugueses." in Expresso  

 

O teatromosca é uma companhia de teatro fundada em Sintra em 1999. Produziu espetáculos com textos de Eric Bogosian, John Berger, Samuel Beckett, Francisco Luís Parreira, Gil Vicente, Gao Xingjian, Sharman Macdonald, entre outros. Coproduziu projetos com o Centro Cultural Olga Cadaval, Theatro Circo de Braga, Casa Conveniente, CAPa, Fundação Cultursintra, Lugar Comum, Festival de Sintra, Théâtre de la Tête Noire, entre outros. Recentemente, produziu a Trilogia Norte-Americana, adaptando três dos mais influentes romances norte-americanos (Moby-Dick; O Som e a Fúria; Fahrenheit 451), com direção artística de Pedro Alves.   

 

É objetivo da companhia garantir colaborações com estruturas artísticas e culturais afins, e outras instituições, de natureza diversa, de implantação local, nacional ou internacional. O teatromosca tem procurado diversificar e consolidar essa rede, envolvendo parceiros e coprodutores em todo o processo de criação dos projetos, através da sua participação em diferentes fases. Ao mesmo tempo que procura servir um circuito nacional e internacional de intercâmbio de projetos, a companhia pretende trazer para Sintra outros projetos e estruturas com quem se tem cruzado, com quem tem colaborado ou com quem tem afinidades artísticas. Desde 2017, é responsável pela gestão e programação do AMAS – Auditório Municipal António Silva, no Cacém, espaço com capacidade para 188 espetadores.  

 

Quatro dos seus últimos espetáculos foram escolhidos pelo crítico de teatro do semanário Expresso como dos melhores espetáculos teatrais apresentados em Portugal. Entre outros projetos, a companhia organiza anualmente o MUSCARIUM - festival de artes performativas em Agualva-Cacém-Sintra, assegura a tutoria do grupo de teatro Duas Senas em parceria com o Centro de Educação para o Cidadão Deficiente de Mira Sintra, e possui um projeto editorial, a moscaMORTA, que, anualmente, promove a edição de textos dramáticos originais de jovens dramaturgos portugueses ou outros textos relacionados com as artes do espetáculo.  

 

Promotor

FUNDAÇÃO CULTURSINTRA