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Humor Maligno - Companhia Maior

Descrição

O Centro Cultural de Belém pediu-me uma sinopse sobre o espetáculo que aqui vou fazer com a Companhia Maior. Mas como a melhor maneira de matar uma piada é explicá-la, prefiro contar uma curiosidade:
Em 1782 uma viúva, que a História guardou apenas como Mrs. Fitzherbert, morreu por ter rido durante mais de 24 horas seguidas depois de assistir a The Beggar’s Opera num teatro de Londres. Sentada na plateia começou a rir que nem uma perdida quando entrou em cena um ator travestido de Polly Peachum. O ataque de riso foi de tal ordem que fez com que tivesse de sair da sala ainda antes de acabar o segundo ato.
O obituário publicado no The Gentleman’s Magazine relatava que a mulher fora incapaz de tirar a figura teatral da memória, tendo entrado num estado de histeria tal que o riso durou desde a noite de quarta-feira até à manhã de sexta, quando finalmente morreu.
Mrs. Fitzherbert não só era uma grandessíssima duma transfóbica como levou um bocadinho mais longe do que é comum a ideia de rir até ficar sem ar.
A este processo chama-se Hilaridade Fatal, a morte por ataque de riso até à asfixia, ao ataque cardíaco, ao pneumotórax...
Em 1939, um ano em que parecia que ninguém queria/podia rir, André Breton publicou a primeira versão da Antologia do Humor Negro, cunhando assim um termo que permite que nos riamos da desgraça dos outros (da desgraça ponto) dando a experimentar a gargalhada e o desconforto, muitas vezes em simultâneo.
Rir dói.
E é isso o Humor Maligno. É o humor do calabouço.
É o Johnny Cash a cantar assim: I'm being swallowed by a boa constrictor, a boa constrictor, a boa constrictor! And I don't like it very much…


Texto: Hugo van der Ding e Pedro Zegre Penim
Encenação: Pedro  Penim
Figurinos: Joana Barrios
Cenário: Bárbara Falcão Fernandes
Iluminação: Daniel Worm d’Assumpção
Intérpretes: Companhia Maior

Elenco da Companhia Maior
Espetáculo inserido na Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura - Plateia Atlântica

Coprodução | CCB | Companhia Maior

Promotor

Fundação Centro Cultural Belém