Apoio ao cliente - 707 234 234
Margem - Estreia - Victor Hugo Pontes

Descrição

MARGEM | ESPETÁCULO DE TEATRO E DANÇA | ESTREIA
VICTOR HUGO PONTES
 
Victor Hugo Pontes Direção
Joana Craveiro Texto
F. Ribeiro Cenografia
Rui Lima e Sérgio Martins Música
Wilma Moutinho Direção técnica e desenho de luz
10 Intérpretes (Atores/Bailarinos) adolescentes a selecionar em audição Interpretação
Madalena Alfaia Consultoria artística
Joana Ventura Produção Executiva
Coprodução CCB/Fábrica das Artes e Nome Próprio
Uma encomenda CCB/Fábrica das Artes
 
«Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.»
Bertolt Brechet
 
Margem tem como inspiração o romance de 1937 de Jorge Amado, Capitães de Areia, que retrata um grupo de crianças e adolescentes abandonados que vivem nas ruas de São Salvador da Baía, roubando para comer, e dormindo num trapiche – um armazém onde, como uma espécie de família, se protegem uns aos outros e sobrevivem a um dia de cada vez. Oitenta anos depois da publicação do livro, interessa-me sobretudo questionar quem são os novos capitães de areia, inspirando-me na realidade social destas crianças, e consciente de que nem sempre há finais felizes. Quem são estas pessoas que são colocadas à margem, e quando é que essa marginalização começa? Na casa de partida da vida, temos todos as mesmas hipóteses ou alguns partem para a luta já em défice? Há formas de quebrar isso? Quais? A sério? De certeza? Será realmente admirável o mundo novo que conseguimos construir com todos os nossos ideais de igualdade para todos? Numa ideia de teatro documental, e em colaboração com Joana Craveiro, este projeto será alicerçado num trabalho junto de jovens que foram privados do ensino, da alimentação, de carinho, de um pai, de uma mãe, jovens que cometeram crimes, jovens que partiram em défice ou que se viram em défice por razões que muitas vezes lhes são alheias. Jovens e crianças que, não obstante, continuam a lutar pela sua liberdade, e, nalguns casos, para inverter o tabuleiro do jogo – o tal onde, lado a lado, na casa de partida, já éramos diferentes uns dos outros, como uma fatalidade.
 

Promotor

Fundação Centro Cultural Belém