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Branco

Descrição

Medeia, não a como conhecemos, de Eurípides. A Medeia cujas lágrimas ainda não correm. O corpo absorve-as e torna-as em sangue. O pobre do seu corpo é tomado pela sua própria tristeza. Chorará sangue, um dia.
Medeia, não pura, é lavada dos seus pecados. Dos seus e dos outros. A loucura do crime não vem do seu corpo ensanguentado. Até agora, Medeia só conhecia tristeza. Só depois, descobre loucura. Tal como a morte, agora toda ela é branco. Branco de lixívia. Lixívia que queima, que fere, mas que não cura. Medeia cujas lágrimas queimam.
Um branco cinzento no seu coração. Tão cinzento onde guarda as cinzas de quem já foi. Quem é tocado por Medeia, petrifica e torna-se pó. Pó cinzento. Pote guardado no seu peito. A mãe de cinzas. Medeia cujo leito foi queimado.

PASS COMPLETO CICLO PERFORMANCES - 30€  [acesso a todas as performances do ciclo]

Promotor

ASSOCIAÇÃO CULTURAL TEATROMOSCA