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44º Festival Estoril Lisboa

Descrição

44º Festival Estoril Lisboa
 
Um Festival com Património
  
Ao fim de mais de quatro décadas, o festival garante a continuidade da sua genética e da sua herança. Genética que lhe vem dos cursos internacionais de música criados em 1962, exemplo de ideias e vivências numa altura de isolamento face ao exterior. Herança da riqueza intelectual e artística do contacto com artistas e pedagogos de eleição. A função da arte, o seu reflexo no espírito humano e a transmissão de uma linguagem apropriada, são pilares fundamentais para a fruição cultural de uma sociedade que se projecta na construção de um património próprio. Assim, fruto do gérmen dos cursos, se definiu o futuro do festival até aos nossos dias. Garantir, portanto, essa linhagem implica: 
Fomentar a criação e difusão de obras de compositores portugueses, com ênfase nas novas gerações, a par da divulgação do património musical, focando temas históricos, lendas e mitos ao longo do tempo no âmbito do conceito Tradição-Inovação. 
Interagir património musical e arquitectónico com a visão histórica e criativa como afirmação da uma singularidade programática e estética. Esta realidade é um desafio que contribui para a afirmação dos valores históricos e patrimoniais do país. A estes valores, a criatividade inovadora, a imaginação popular e a cultura tradicional associados a outras áreas, aportarão, sem dúvida, um valor singular identificando o festival como ponto de encontro de ideias e conhecimentos que acompanha a permanente evolução estética. 
O 44º Festival Estoril Lisboa, Um festival com património, celebra 2018 Ano Europeu do Património Cultural. A comemoração do centenário do fim da I Guerra Mundial e seu reflexo na vida musical da época marca um período da história contemporânea à qual se junta o centenário da morte de Claude Debussy, génio da renovação criativa, e os aniversários dos nascimentos de François Couperin (350 anos), José Vianna da Motta (150 anos) e Leonard Bernstein (100 anos) permitindo materializar um repertório adequado à relação entre tradição, renovação e solidariedade. Ao mesmo tempo, o festival regressa à iniciativa de encomendas que sempre o definiu como um referente nacional contribuindo para o enriquecimento do património musical nacional. 
Neste sentido, património e história estão interligados através de encomendas a dois compositores portugueses sobre a temática da guerra e a afirmação da esperança no Homem. “Um Requiem para todas as guerras”, de João Madureira, discorre ao longo do texto de Tolentino Mendonça desde a discórdia entre Caim e Abel, gérmen da primeira guerra entre os homens, até à sua redenção após a passagem pelo sacrificado Médio Oriente dos nossos dias. Por sua vez, “Te Deum em louvor da Paz”, de Eurico Carrapatoso, afirma a esperança na generosidade de um mundo mais solidário. Também o simbolismo do “Concerto para a mão esquerda”, de Maurice Ravel, a projecção na Sé de Lisboa do filme “Jeanne d’Arc”, de Carl Dryer, com improvisação de órgão, as estreias em Portugal de “Prometheus, Poema do Fogo”, de Scriabin junto com a “Sinfonia Fantástica”, de Berlioz, executada com projecção de imagens do cinema mudo de Lang e Murnau, a evocação de Leonard Bernstein e o seu tempo, entre outros, e obras em que a esperança e a redenção constituem a coluna vertebral de uma ideia inspirada na tradição, interculturalidade, criatividade e solidariedade, são fonte do nosso ancestral património cultural.

Promotor

ASSOC. INTERN. MÚSICA DA COSTA DO ESTORIL